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Alimentos Termogênicos

Os alimentos termogênicos são aqueles que apresentam maior grau de dificuldade ao serem digeridos pelo organismo, fazendo com que o consumo de energia e caloria para realizar a digestão sejam mais expressivos. Gasta-se energia para digerir todos alimentos, ou seja, qualquer macro (carboidrato, proteína e lipídio) tem a capacidade de aumentar a temperatura corporal e acelerar o metabolismo, podendo desta forma aumentar concomitantemente a queima de gordura. Existem alguns que se destacam mais que outros, pois, induzem o metabolismo a trabalhar em um ritmo mais acelerado ou de maneira mais intensa, seja pela dimensão da estrutura molecular ou pela propriedade nutricional intrínseca. Alguns nutrientes não possuem valor energético tão elevado, mas corroboram catalisando o processo termogênico. Dentre os mais populares temos:

Taurina: A taurina é um aminoácido cuja função é aumentar a excreção celular de sódio e de água (efeito diurético), regular a entrada de cálcio nas células cardíacas, garantindo melhor contratilidade e protege o coração contra a ação deletéria dos radicais livres (efeito antioxidante).

 

Pimenta vermelha doce: A capsaicina é o componente ativo das pimentas. O consumo desse aditivo aumenta a salivação, estimula a secreção gástrica e a motilidade gastrointestinal, proporcionando uma sensação de bem-estar (CRISÓSTOMO ET AL, 2006). Em estudos com seres humanos, a pimenta vermelha induziu redução na repetição da ingestão alimentar, elevado gasto energético pós-refeição e oxidação lipídica, ou seja, maior queima e utilização de gordura (WESTERTEP ET AL, 2005).

 

Laranja Amarga: Tradicionalmente, a laranja amarga é usada como medicamento alternativo em alguns países para tratar ansiedade, insônia e como anticonvulsiva. Estudos sugerem que a laranja amarga (citrus aurantium) pode melhorar o tempo de sono induzido por barbitúricos e diminuir a compulsividade alimentar (MAHMOOD AKHLAGHI, 2011).

 

Cafeína: A cafeína é adicionada à maioria dos suplementos termogênicos devido à sua capacidade em aumentar o metabolismo, promover a lipólise, a oxidação de gordura e colaborar, indiretamente, com o aumento da força muscular. Quando consumida em doses moderadas tem mostrado aumentar o desempenho físico e mental, tornando-a assim o composto ideal para combater a fadiga (WELLS A. J; 2014).

 

L-Carnitina: Como suplemento, a L-carnitina vem sendo utilizada com efeitos comprovadamente positivos, com o intuito de realçar a performance aeróbia (BRASS E.P; 2000), provavelmente devido à facilitação da entrada de gordura para o interior da mitocôndria, organela que ‘’queima’’ os nutrientes e produz energia, sendo assim, umas das responsáveis diretas pela termogênese. Alguns estudos demonstraram que a L-carnitina poderia retardar a fadiga muscular e as dores causadas pelo esforço físico excessivo, atuando também, quando suplementada, como um antioxidante intracelular, ou seja, prevenindo a célula das agressões dos radicais livres.

Carboidrato versus proteína: por que retiramos um, e não o outro?

É fato: carboidratos e proteínas tem a mesma densidade calórica, ambos com 4cal/g, enquanto as gorduras fornecem 9cal/g. Mas então, se o conteúdo calórico de carboidratos e proteínas é o mesmo, por qual razão alguns nutricionistas sugerem cortar, as vezes completamente, a ingestão de carboidratos e manter a ingestão de proteínas?

As condutas nutricionais voltadas para perda de peso através da redução de carboidratos se baseiam no fato de que a ingestão de diferentes grupos alimentares regula o metabolismo de modo distinto, e promove maior ou menor ganho de peso. Com a ingestão de carboidratos reduzida, é possível diminuir a liberação da insulina (hormônio também é responsável pela síntese de gorduras). Por consequência, a diminuição do consumo de carboidratos leva a menor produção de gorduras relativa à ingestão de calorias. Entendeu?

Mas calma lá, zerar a quantidade de carboidratos da dieta pode trazer algumas desvantagens, como a perda de massa muscular, já que a insulina também está presente no processo de produção de proteínas musculares. Outro efeito indesejável é o aumento da concentração de corpos cetônicos (derivados da quebra de gordura) que podem diminuir o pH do sangue de maneira perigosa, uma condição conhecida como cetoacidose.

Para resumir: as dietas reduzidas em carboidrato são bem vindas para o controle de peso, mas podem trazer outros efeitos indesejáveis. Para utilizar da estratégia “low carb” é necessário a orientação de um profissional nutricionista habilitado e competente para fazer o melhor por você.

Nutricionista: Denise Fedato Rezende

Fontes:

KOWALTOWSKI, Alícia. O que é metabolismo?: como nossos corpos transformam o que comemos no que somos. São Paulo: Oficina de Textos, 2015.

PHILIPPI, Sonia T. Dietética: princípios e planejamento de uma alimentação saudável. Barueri – SP: Manole, 2015.

ALIMENTAÇÃO IDEAL PARA O EXERCÍCIO

Antes da Atividade Física

ALIMENTAÇÃO IDEAL PARA O EXERCÍCIO:

A alimentação antes do exercício pode ser fundamental para determinar o desempenho. A refeição pré atividade física tem basicamente a função de evitar a hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), diminuir a fome e servir como fonte de energia para os músculos.

 

Deve-se Levar em Conta

 

  • Padrão da dieta geral e os alimentos normalmente ingeridos;
  • Horários das refeições;
  • Componentes específicos dessas refeições;
  • Fluidos,  hidratação e
  • Alimentos que devem ser evitados.

 

Dicas

 

  • Consumir carboidratos de moderado a baixo nível glicêmico uma hora antes do exercício. Se pular o café da manhã ou almoço e não teve como se alimentar antes do treino, até 10 minutos do exercício pode ingerir um carboidrato de alto índice glicêmico, pois a insulina não aumenta demasiadamente nesse período de tempo;
  • Alimentos ricos em gorduras devem ser evitados pois dificultam a digestão;
  • Se consumir alimentos protéicos antes do exercício escolha os que tem baixo teor de gordura e associe a um carboidrato (alimento ou suplemento);
  • Não permanecer em jejum antes da competição;
  • A correta hidratação é a defesa mais eficaz contra o estresse térmico;
  • Bebidas isotônicas são muito benéficas em atividades físicas de longa duração;
  • Dispense doces em geral e chocolates e prefira pães, batatas, frutas, ou mesmo bebidas energéticas enriquecidas com algumas vitaminas.
  • Alimentos ricos em gorduras e proteínas devem ser evitados antes do treino ou competição, pois esses alimentos são ingeridos lentamente e permanecem no trato digestivo por um período maior que os alimentos que contem quantidades semelhantes de energia na forma de carboidratos. Evite portanto carnes gordas, presunto, leite integral e queijos amarelos.

 

Após a Atividade Física

Para processo de recuperação:

 

  • Carboidratos de alto índice glicêmico (para reposição rápida do glicogênio);
  • Proteínas, de preferência com quantidades mínimas de gordura. Uma boa opção são os shakes protéicos ou aminoácidos;
  • A proteína ingerida junto com o carboidrato é uma combinação excelente. Existem alguns suplementos que têm essa combinação.