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Aumento do aporte de proteínas e ganho muscular: Proteína da Carne e Proteína Vegana


Olá Suplementeiros de plantão !!!!!

Vamos continuar nosso bate-papo sobre suplementação proteica para auxiliar no ganho de massa muscular, claro, aliada ao treino nosso de cada dia. Nos posts passados conversamos um pouco sobre o tão famoso whey protein e seus benefícios. Como já sabemos, a whey protein (proteína que dá nome ao produto) é extraída do soro do leite e é muito eficaz no ganho e recuperação do músculo.

Mas e para quem é intolerante ou alérgico a lactose?

Bom, a grande questão é que mesmo o Whey Isolado e hidrolisado podem conter traços de lactose. Então uma dica bacana é utilizar outras fontes de proteína e não deixar de ter o tão desejado ganho muscular. Temos opções muito eficientes, como por exemplo a proteína da carne, isolada e hidrolisada, de forma que sua absorção seja mais rápida e eficiente do que quando fazemos a ingestão da carne propriamente dito nas refeições sólidas.

carnitech_atlheticaE como novembro ainda não acabou, a Corpo e Suplemento continua com os preços lá em baixo em produtos que a qualidade é lá em cima! O Carnitech Beef Protein, da Atlhetica é formulado à base de proteína da carne de rápida absorção, rico em creatina e BCAAs. Resultado e economia garantidos!

Bom, até então falamos de proteína do leite e da carne… mas onde podemos encaixar os adeptos do vegetarianismo e veganismo?

Esses também não precisam se preocupar, porque o ganho de músculo está mais do que certo. Existem no mercadounilife_vegan produtos desenvolvidos para atender às necessidades proteicas de pessoas com dieta restrita de proteína animal. Elaborado a partir de proteínas 100% vegetal de alto valor biológico, temos por exemplo o Whey Vegano da Unilife, feito à base de proteína isolada de soja, proteína de ervilha, proteína de arroz integral, e farinha de beterraba.

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Estresse Oxidativo e Exercício

Banner 01O estresse oxidativo é um processo dinâmico e pode ocorrer devido à elevação de radicais livres. Nosso corpo produz radicais livres (mais chamados de espécies reativas de oxigênio, ou ERO) de forma contínua, como resultado de processos fisiológicos como a respiração, por exemplo.

As principais espécies reativas de oxigênio são o ânion superóxido, peróxido de hidrogênio e radical hidroxil. Essas moléculas possuem funções sinalizadoras no organismo, estímulo à apoptose de células doentes,

Para contrabalancear a produção exagerada de ERO, o organismo possui os chamados sistemas de defesa antioxidantes. Esses sistemas podem ser classificados em enzimáticos e não enzimáticos, sendo os enzimáticos a primeira linha de defesa. Compreende as enzimas superóxido dismutase, catalase, glutationa redutase e glutationa peroxidase, basicamente. O sistema não enzimático compreende vitaminas e demais substâncias com ação antioxidante como a vitamina C, lactato, ácido úrico. Esses sistemas, em situações normais, são eficazes em neutralizar a reatividade das ERO.

O estresse oxidativo é um processo patológico caracterizado pelo aumento das substâncias pró-oxidantes a tal ponto que o sistema antioxidante se torna incapaz de realizar a total neutralização. Com isso, pode desencadear diversas alterações na homeostase celular.

O exercício físico altera de forma importante a homeostase celular, como lesão e inflamação muscular que acabam por estimular a adaptação do sistema antioxidante para enfrentar tal situação. Contudo nos exercícios de longa duração e alta intensidade tem sido observada elevação das substâncias pró-oxidantes.

Devido a isso, a alimentação torna-se extremamente importante, pois deve ofertar ao organismo substâncias que estimulem a atividade do sistema antioxidante.

Dentre as substâncias mais estudadas destacam-se as vitaminas C e E, a creatina, a glutamina, os polifenóis, catequinas e antocianinas (encontradas em chás e alimentos de origem vegetal).

Dessa forma, para evitar que ocorra o acúmulo de substâncias reativas no organismo, especialmente durante o exercício de alta intensidade, o consumo de substâncias protetoras traz benefícios para evitar estresse metabólico e acúmulo de substâncias reativas que diminuem o desempenho esportivo e podem desencadear doenças.

Suplementos de carboidratos

Banner 02Os carboidratos são macronutrientes formados basicamente por carbono, oxigênio e hidrogênio e são as principais fontes de energia para o organismo. Engana-se quem o considera um vilão, já que sem ele as funções corporais ficam comprometidas, especialmente durante o exercício físico. Sem os estoques de carboidratos, o praticante de exercício tem o desempenho diminuído, aumento da fadiga e da percepção de esforço.

Os carboidratos podem ser classificados em monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos, de acordo com o número e arranjo de moléculas.

Os monossacarídeos constituem as menores estruturas dentre os carboidratos e, por isso, são as formas que o corpo consegue absorver este nutriente. São monossacarídeos a glicose, frutose e galactose. Os dissacarídeos são formados por duas moléculas e compreendem a sacarose (glicose e frutose), lactose (glicose e galactose) e maltose (duas moléculas de glicose). Já os oligo e polissacarídeos são grandes estruturas (como o amido e fibras) formadas por grande quantidade e diversos arranjos de glicose.

Durante o exercício, os carboidratos fornecem energia, melhoram a absorção e poupa as proteínas de serem utilizadas como substrato energético, reduzem fadiga e melhoram desempenho.

Atualmente, há diversos tipos de suplementos a base de carboidratos para o praticante de exercício. Dentre os mais utilizados estão a dextrose e a maltodextrina, sendo o primeiro um açúcar simples de muito rápida absorção e o segundo um derivado do amido, formado por carboidrato simples e complexo, sendo mais indicado no pré-treino.

Contudo, o índice glicêmico dos alimentos (e suplementos) tem sido amplamente discutido. O índice glicêmico refere-se à capacidade do carboidrato em elevar a glicemia e, consequentemente, a insulina. Carboidratos com índice glicêmico elevado estimulam grande secreção de insulina que, a longo prazo, pode desencadear resistência à insulina e ganho de gordura corporal.

Com isso, o desenvolvimento de suplementos de carboidratos de baixo índice glicêmico como o Waxy Maize e a Palatinose são boas opções para a utilização antes ou durante os exercícios, de forma a ofertar energia constante.

O Waxy Maize é um suplemento elaborado com amido ceroso, que contém 70% de amilopectina e 30% de amilose, sendo de fácil digestão. Tem sido utilizado tanto como em suplementos de proteínas como isolado.

A palatinose (ou isomaltulose) é o fruto de uma nova tecnologia. É formada a partir da transformação da molécula de sacarose promovida por meio de uma bactéria: Ocorre um rearranjo enzimático das ligações 1,2-alfa com a 1,6-alfa que combina a molécula de glicose com a de frutose. Esse rearranjo da molécula de sacarose diminui o índice glicêmico do carboidrato.

Dentre os benefícios desses suplementos de carboidratos são a facilidade da digestão e o fato de ofertar liberação gradativa e evita picos de insulina.

Portanto, os carboidratos devem ser ingeridos dentro de suas recomendações para poder exercer sua função primordial. Os suplementos de baixo índice glicêmico, como waxy maize e palatinose podem ser utilizados de forma a complementar a alimentação, melhorar o treino, evitar a fadiga e picos glicêmicos e insulinêmicos.

Nitrato e Exercício Físico

Banner 01O nitrato é um composto nitrogenado especialmente encontrado em vegetais. O nitrogênio oferta à planta energia para seu crescimento e desenvolvimento e, devido a isso, os vegetais são as principais fontes dietéticas dessa substância.

É importante ressaltar as diferenças dos nitratos presentes naturalmente em vegetais e aqueles adicionados pela indústria em carnes processadas. O nitrato ou nitrito de sódio ou potássio, são conservantes de carnes, já que inibem o crescimento de bactérias e aumentam o tempo de prateleira.

Contudo, esses aditivos são considerados cancerígenos pela Organização Mundial da Saúde. Esses conservantes, quando ingeridos, são convertidos em nitrosaminas, substâncias altamente cancerígenas, além da formação de metahemoglobina, molécula incapaz de transportar o oxigênio e que causa anemia funcional e hipóxia tecidual.

As fontes naturais de nitrato não formam nitrosaminas devido ao sinergismo entre os demais nutrientes da planta (como vitaminas, antioxidantes e minerais) que neutralizam a formação de substâncias que possam fazer mal ao organismo.

Os benefícios da ingestão de fontes naturais de nitrato estão relacionados ao fato dessa substância ser precursora de óxido nítrico. O óxido nítrico é uma importante molécula sinalizadora e possui funções fisiológicas importantes, especialmente relacionadas ao sistema vascular, como vasodilatação dependente do endotélio, regulação da pressão sanguínea basal, inibição da ativação, adesão e agregação das plaquetas, estimula atividade funcional e apoptose de células imunológicas e redução no custo de ATP na produção de força muscular, funções especialmente importantes para o exercício físico.

As principais fontes de nitrato estudadas são a beterraba e o espinafre. O nitrato contido nesses alimentos é convertido em nitrito pelas bactérias da cavidade oral e, em seguida, é quase que completamente convertido em óxido nítrico.

A ingestão crônica (ou seja, por um período longo, diário) traz mais benefícios que a ingestão aguda (uma única vez). Dessa forma, as concentrações de óxido nítrico se mantêm estável e o benefício fisiológico para o esportista é observado.

Atualmente, de forma a facilitar a ingestão desses nutrientes, alguns produtos já contêm beterraba desidratada com o intuito de oferecer nitrato. Contudo, a biodisponibilidade do nitrato nos alimentos desidratados ainda necessita de mais estudos para atestar sua eficácia. De uma coisa é certa: a beterraba e o espinafre são alimentos de rico valor nutricional e, com mais esse benefício, vale a pena inserir tais vegetais no cotidiano.

Os benefícios do Açaí

Banner 02O açaí é um fruto tipicamente brasileiro, muito consumido no Norte do país e que, nos últimos anos, ganhou fama de herói, especialmente para quem procura melhorar a saúde por meio da alimentação e da atividade física.

Toda essa fama se deve à sua composição nutricional e características sensoriais; é considerado um alimento funcional devido à sua alta concentração de antocianinas, compostos que conferem a cor arroxeada. Essas substâncias são conhecidas por suas propriedades fármaco-medicinais como anti-inflamatória, antimicrobiana, anticarcinogênica e antioxidantes; dessa forma, atua na prevenção de doenças cardiovasculares e neurológicas, além de minimizar os efeitos do envelhecimento (Alasalvar et al., 2005).

Em 100 g de produto contém aproximadamente 40g de gorduras, 42g de carboidratos e 8g de proteínas e 489 kcal. Embora seja um alimento hipercalórico e com alta concentração de gorduras, a principal fração (52%) é gordura insaturada (ácido oleico) que conferem boa influência nos triglicerídeos e saúde cardiovascular.

O açaí é um fruto extremamente versátil; o fruto contém pouca polpa que envolve uma grande semente. No norte do país é consumido de forma integral, em diferentes preparações, geralmente armazenado sob refrigeração ou consumido no próprio momento. Contudo, para ser transportado até as demais regiões do país, a polpa é concentrada e congelada. O processo de congelamento, embora eficaz em diminuir atividade de bactérias deteriorantes e consequentemente em aumentar a vida útil do produto, acaba por diminuir o valor nutricional da polpa, especialmente vitaminas, minerais e poder antioxidante.

A liofilização é um método de conservação de alta tecnologia que consiste em evaporar a água do produto do estado sólido direto para o gasoso. Com isso, todas as propriedades funcionais e nutricionais do açaí são preservadas.

Para o praticante de exercício físico, o consumo de antioxidantes é de extrema importância, especialmente devido à manutenção da função imunológica e integridade intestinal. Com isso, alguns produtos já oferecem mix proteicos, shakes proteicos e Whey protein adicionado de açaí liofilizado. Os wheys adicionados com açaí oferecem, além de rica composição de aminoácidos que auxiliam na síntese e recuperação muscular, alta composição de antioxidantes, essenciais para a manutenção da saúde e todo o sabor do verdadeiro açaí.

Para quem busca mais saúde e tem interesse em se beneficiar das propriedades desse fruto poderoso, os suplementos que contém sua versão liofilizada são boas opções e podem ser aliados do estilo de vida saudável.

Chocolates proteicos

Banner 02Os chocolates são alimentos quase unânimes no quesito aprovação. Aquelas pessoas que dizem não gostar, causam estranheza aos que estão ao redor.

O chocolate é antigo; a principal hipótese é que tenha sido criado na América Central, anterior ao descobrimento da América por Colombo. Desde então, é obtido por meio da amêndoa torrada e fermentada do cacau.

De lá até os dias atuais, o processo de produção do chocolate se automatizou e foi otimizado. Hoje, há diversos tipos de chocolate (do branco até a maior concentração possível de cacau, ocasionando um sabor mais amargo) que podem ser apresentados e utilizadas das mais diferentes formas (como barras, cremes, coberturas, bombons, caldas e recheios).

Com a popularização do chocolate e alto consumo, foi necessário avaliar os seus efeitos para o organismo. Hoje sabe-se que o chocolate é fonte rica de flavonoides, substâncias benéficas ao organismo por atuar como antioxidante (retarda o envelhecimento, neutraliza as espécies reativas de oxigênio) e também como auxílio no tratamento de doenças (controle da pressão arterial e glicemia, por exemplo) e manutenção da vida saudável. Mas será que todos os tipos de chocolates trazem esses benefícios? Quanto consumir?

Os diferentes tipos de chocolate variam não apenas no sabor, mas também no efeito do organismo. O chocolate branco é produzido com a manteiga do cacau, possui alta concentração de gorduras e açúcares e isento de flavonoides. A versão ao leite, possui pouca concentração de cacau e alta de açúcares e gorduras. Os mais indicados para quem quer aproveitar todo o benefício dos chocolates são as versões meio amarga e amarga, já que possuem maior quantidade de cacau em sua composição. A recomendação é de 30 g (ou 2 quadradinhos) por dia.

A prática de exercício físico e esportes sofreu grande expansão e, com ela, a procura de manter uma vida saudável, sem abrir mão do sabor. A partir desse raciocínio, foram desenvolvidos chocolates com alta concentração de proteína (geralmente proteína do soro do leite, a whey protein) e baixo índice de açúcares e gorduras. Dessa forma, o chocolate traz todos os benefícios do cacau e ainda pode trazer benefícios para o praticante de exercício, já que oferta boa quantidade de proteína de alto valor biológico, sem causar picos de glicemia e insulina, que estimulam o ciclo da fome e aumentam a deposição de gordura corporal.

Os chocolates proteicos podem ser utilizados como forma de complementar o estilo de vida saudável, como opção de lanche saudável. A whey protein utilizada nesses chocolates, conferem maior saciedade e oferecem aminoácidos de cadeia ramificada que auxiliam na síntese muscular.

Edulcorantes e sua utilização

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Os adoçantes dietéticos (edulcorantes) foram elaborados inicialmente para auxiliar no tratamento de indivíduos que necessitam de dieta restrita em açúcares: os diabéticos.

Contudo, na última década, a popularização do uso de edulcorantes pela população em geral gerou discussão na comunidade científica: afinal, os adoçantes dietéticos podem fazer mal à saúde?

Para responder à essa questão, é necessário saber que existem edulcorantes naturais e artificiais, calóricos e não calóricos. Dentre os naturais destacam-se o  esteviosídeo, sorbitol, manitol, eritritol, xilitol e frutose. Dentre os artificiais destacam-se a sacarina, ciclamato, aspartame e acessulfame-K.

O esteviosídio é obtido por meio da extração folhas de uma planta chamada Stevia rebaudiana bertoni. É um adoçante não calórico e atóxico, além de ser resistente ao calor, o tornando propício para preparações quentes também. É cerca de 300 vezes mais doce que a sacarose. Algumas marcas de suplementos esportivos utilizam esse edulcorante em sua fórmula, como alternativa saudável aos demais.

O eritritol e o xilitol são edulcorantes naturais que se tornaram os queridinhos dos praticantes de atividade física. Obtidos por meio de processos que alteram a molécula de sacarose, eles possuem sabor mais agradável que o esteviosídeo. São adoçantes que contém calorias, porém menos que o açúcar comum e, além disso, o índice glicêmico é muito menor, fato importante pois não estimula a secreção elevada de insulina.

 

A frutose é extraída do mel e das frutas. Embora seja natural, essa substância consumida isolada é cariogênica (causa cáries) e pode elevar a glicemia, além de produzir desconfortos gastrintestinais durante a prática de exercícios.

Dentre os artificiais, a sucralose é o mais utilizado. Há muito tempo acreditou-se que era uma substância inerte e que não produz efeitos metabólicos. Contudo, alguns estudos mais recentes identificaram que a sucralose pode alterar a microflora intestinal, elevar glicemia e insulinemia, além de aumentar o mecanismo de compulsão por doces.

A sacarina e o ciclamato são não calóricos e amplamente utilizados na indústria. São os componentes dos adoçantes mais tradicionais no Brasil. Ambos contém sódio em sua composição e, portanto, devem ser evitados por hipertensos.

O acelsulfame de potássio tem poder adoçante de até 200 vezes maior que a sacarona e é bem resistente ao calor.

O aspartame não é muito estável em altas temperaturas. É indicado em preparações frias(como sucos, recheios, gelatinas). Contudo não deve ser utilizado por portadores de fenilcetonúria (doença genética).

E então? Qual usar?

Assim como para a alimentação, a escolha dos edulcorantes deve ser individual. De um modo geral, a melhor opção sempre será o mais natural possível. O esteviosídeo, eritritol e xilitol tem bom poder edulcorante e baixo impacto metabólico. Na escolha de seu suplemento, procure sempre a informação do adoçante utilizado. Isso com certeza deve ser um diferencial em sua decisão.

 

Hidratação nos dias frios

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O principal hábito de vida saudável que a maioria das pessoas costumam esquecer, especialmente durante o inverno, é a hidratação. A principal justificativa é a de que no inverno a transpiração é quase inexistente e, por isso, perdemos pouca água.

A hidratação mantém o controle de todo o funcionamento do organismo, desde transporte de nutrientes, eliminação de toxinas até a composição de órgãos e tecidos.

Embora realmente a transpiração seja diminuída, a diurese nesse período é aumentada. Ou seja: ocorre maior perda de água pela urina.

O inverno no Brasil é um período seco, com baixa umidade no ar. Esse fato causa maior ressecamento de pele e mucosas, nos deixando suscetíveis e agravando doenças. O praticante de exercício, especificamente, está mais exposto ao clima seco e, juntamente com os efeitos do exercício, em risco de desidratar-se.

Com isso, a hidratação é fator determinante no desempenho do exercício durante o inverno, além da manutenção do bom funcionamento do organismo.

A recomendação diária de líquidos varia de acordo com sexo, idade e exercício físico. Porém, a recomendação de 35ml de água por quilo de peso para adultos é aconselhada. Assim, um indivíduo de 75 kg deve consumir aproximadamente 2,6 litros de água.

Embora nada substitua a água, o consumo de sopas e caldos podem contribuir para ingestão hídrica, especialmente aquelas preparadas com verduras, legumes e cereais, que também aumentam o aporte de fibras, vitaminas e minerais. Os chás, comentados no post anterior, e os sucos naturais também podem contribuir para o aumento do aporte de líquidos. O cuidado fica com a quantidade de açúcar que essas bebidas podem agregar; dessa forma, o ideal é não adoçar.

Para estimular a ingestão ideal de água, a principal dica é sempre ter à mão uma garrafinha de água. Há ainda quem “não goste” de água. Essas pessoas devem apostar em água aromatizada (com gengibre, hortelã, abacaxi, dentre outros) para melhorar o aporte. Assim é fácil (e gostoso!) manter o corpo hidratado nessas dias frios.

Os Benefícios dos Chás

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Há diferentes tipos de ervas que podem trazer benefícios à saúde, especialmente durante o inverno.

A procura de alimentos quentes no inverno aumenta. Seja para esquentar o corpo ou trazer aconchego, as bebidas quentes como cafés, chás e até bebidas alcoólicas tem seu consumo elevado nessa época do ano.

Os chás, especialmente a base de erva mate, são amplamente consumidos. Há uma infinidade de tipos de ervas e, no caso do chá mate, diferentes graus de oxidação que conferem sabores e cores totalmente diferentes na mesma planta!

Alguns chás possuem substâncias que trazem benefícios para a saúde, como catequinas e polifenois, que possuem ação antioxidante, além de ação diurética e calmante. Porém para aproveitar os benefícios, é necessário conhecer a forma correta de preparo: a infusão.

Algumas pessoas preparam o chá diretamente no fogo, com água fervendo e erva fervendo. Esse método é chamado decocção, método destinado às partes duras como caules e cascas. Para folhas e flores (maioria dos chás consumidos), deve ser a infusão, que consiste em aquecer a água até iniciar fervura, desligar o fogo, acrescentar as ervas e abafar por 3 a 5 minutos. Dessa forma, os compostos benéficos não serão dissipados com o calor.

O chá mate e o chimarrão são produzidos por meio da infusão da erva mate (Ilex paraguariensis), com diferença apenas no estado da erva (verde no chimarrão, torrada no chá mate). De qualquer forma, essa erva possui alto teor de substâncias que elevam nossa defesa antioxidante e, assim, previnem o envelhecimento e doenças comuns do processo da senescência.

Outra erva bastante utilizada é a Camellia sinensis. Juntamente com a erva mate, sua composição é rica em substâncias antioxidantes. Além disso, tem ação termogênica e pode ser aliada de quem deseja perder peso, junto com adequações na alimentação e exercícios.

A erva cidreira e camomila são indicadas por todas as vovós do Brasil. Essas ervas possuem capacidade calmante e relaxante. Dessa forma, quando ingeridas no período noturno, ajudam o sono a ser reparador. A erva cidreira, ainda, possui importante função digestiva, quando ingerida após as refeições.

Independente da erva, o importante é sempre conferir a sua procedência e ingerir sob indicação do profissional nutricionista.

O uso de termogênicos no exercício físico

A procura por termogênicos cresceu; qual a vantagem em utilizá-los?

O inverno, como dito no post anterior, ajuda nosso corpo a gastar mais energia. Além da continuidade dos bons hábitos alimentares também nesse período, o exercício físico é outra importante estratégia para aumento da taxa metabólica e gasto energético em dias frios.

A prática regular de exercício físico promove aumento de massa muscular esquelética, diminuição dos estoques de gordura e, consequentemente, aumento do gasto calórico, além de promover melhor sensibilidade à insulina e aumento da tolerância ao uso da glicose. O gasto energético acontece, ainda, pelo estímulo de reações metabólicas e aumento do uso de substratos pelos músculos ativos. O exercício também participa da termogênese mediada pelo tecido marrom, este bem conhecido pelo seu papel no controle do gasto energético corporal (Kirsi, 2014).

Os termogênicos, associados ao exercício físico e a uma alimentação adequada, têm sido alvo de muitos estudos na comunidade científica. O estudo realizado por Bergstrom et al. (2014) comparou o uso de um mix de termogênicos antes, durante e após a prática de exercício físico, em homens. Os resultados demonstraram que durante a prática do exercício, houve maior gasto de energia e consumo de oxigênio por aqueles que foram suplementados com termogênicos.

Atualmente, são muitos alimentos e substâncias conhecidas como termogênicos: pimenta, gengibre, canela, chás, guaraná, cafeína, dentre muitos outros. A cafeína (isolada e naturalmente presente no café e chás) é um dos mais estudados. Em 2005, o estudo conduzido por Andrews et al. objetivou testar um suplemento composto por Camellia sinensis (mesma planta utilizada para preparo do chá verde, porém com a folha oxidada) e cafeína. Os resultados sugeriram que esse composto foi capaz de aumentar a taxa metabólica após uma hora e mais 2 horas após a ingestão. Uma metanálise realizada com outros 6 estudos também avaliou a ingestão de cafeína pura e mix de catequinas e cafeína sobre a termogênese. A conclusão foi de que a ingestão do mix de catequinas e cafeína aumentou de forma estatisticamente significativa a oxidação de gorduras quando comparado ao placebo (substância sem efeito) (Hursel et al., 2011).

Outro produto com potencial efeito termogênico é o extrato de Citrus aurantium. Essa planta, também conhecida por “laranja amarga”, possui uma substância chamada Sinefrina, a responsável pela termogênese. Muitos produtos já colocam tal substância em suas fórmulas. O que a ciência no diz? Um estudo de revisão discorre sobre esses efeitos e chegaram à conclusão que o consumo de Citrus aurantium promoveu maior perda de peso quando comparado a um período sem essa ingestão (Preuss et al., 2002). Já em 2011, outro estudo foi realizado com a mesma substância isolada ou combinada. Resultado: em ambas as formas, houve um maior gasto energético (Stohs et al., 2011).

Dessa forma, o uso de termogênicos, concomitante ao estilo de vida saudável, pode ser um grande aliado para aumentar ainda mais o gasto energético e potencializar a perda de peso.