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Levedo de cerveja: o que é e quais os benefícios para a saúde?

As leveduras são fungos que se desenvolvem na fermentação alcoólica. Elas são utilizadas há muitos anos em vários processos industriais alimentícios como fermento biológico, um deles é no processo da fermentação da cerveja. A palavra levedura tem origem no termo latim levare que significa “crescer” ou “fazer crescer”.

A levedura apresenta alto teor proteico, o que a torna uma boa opção de fonte de proteína para vegetarianos.  Ela é rico em vitaminas B1, B2, B6, ácido pantotênico, niacina, ácido fólico e biotina, também é rico em fibras, em minerais como selênio, cromo, fósforo, ferro, cálcio, potássio, magnésio e zinco. Por possuir essa gama de nutrientes, traz muitos benefícios a saúde e pode ser considerada um alimento funcional.

Este fungo pode auxiliar na redução do LDL (colesterol ruim) e, se associado a exercícios físicos também pode aumentar os níveis do colesterol bom (HDL). Por ser rico em cromo, nutriente que tem ação sobre a insulina no organismo, a levedura também ajuda no controle da diabetes ou até mesmo na prevenção desta doença crônica. Por conter antioxidantes, como o selênio, também ajuda no combate aos danos causados pelos radicais livres, além de fortalecer o sistema imunológico.

Rico em fibras, a levedura também promove um efeito laxativo, aumentando o volume e a viscosidade do bolo fecal. Por ter em maior quantidade fibras solúveis, ou seja, fibras que são solúveis em água, também há influência na atividade de enzimas digestivas, o que melhora a taxa de digestão e absorção dos nutrientes. Essas fibras também proporcionam um atraso no esvaziamento gástrico, promovendo o aumento da saciedade.

Além de todos estes benefícios a saúde que foram citados, o levedo também mantém os cabelos saudáveis, as unhas fortes e a pele limpa, ajudando a evitar acnes. Os sintomas da TPM também são aliviados, graças ao zinco e às vitaminas do complexo B. Enfim, o levedo também ajuda a converter o carboidrato em glicose para ser utilizado como fonte de energia pelo organismo.

Com tantos benefícios assim torna-se indiscutível o consumo do levedo de cerveja. Ele pode ser encontrado em flocos, pó ou em cápsulas, opção mais prática para quem tem um dia a dia mais corrido.

 

Laís S. Baduy

Conheça os Benefícios do Adoçante Xilytol


O Xilytol é um adoçante de baixo valor energético e índice glicêmico. Tolerado por diabéticos, o adoçante possui várias aplicabilidades clínicas, como por exemplo, seu efeito anti-cariogênico (Caries), este efeito é atribuído ao fato de que o xilytol estimula maior salivação, proporcionando   aumento concomitante dos níveis de algumas enzimas, melhorando a capacidade tamponante e a atividade bacteriostática da saliva, tornando o ambiente bucal menos favorável para odesenvolvimento de bactérias.

Estudo de 1998, realizado na Finlândia por MÄKINEN ET AL, onde durante dois anos os indivíduos que participaram do projeto foram orientados a substituir sucralose por xilytol, encontrou-se uma redução de 85% na incidência de cáries dentárias. Outra característica do adoçante em razão de seu elevado calor de solução endotérmico (34,8 cal/g), é o agradável efeito refrescante na boca, realçando o efeito refrescante dos produtos com sabor de menta, tais como balas e gomas de mascar (PEPPER, OLINGER, 1988). O adoçante é encontrado naturalmente em frutas, estando em proporções um pouco maiores nas vermelhas, tais como ameixas, morangos, framboesas e alguns vegetais.

 

A molécula de Xilitol é considerada um álcool-carboidrato e uma de suas vantagens para além da parte clínica, envolve basicamente sua estabilidade química microbiológica, que lhe permite impedir ou retardar o crescimento de microrganismos aumentando, assim, o tempo de vida de determinados produtos na prateleira. Como já pontuado, o xilitol é extremamente bem tolerado. A sugestão é a de que pequenas doses correspondentes no máximo a 20g, com tempo relativamente moderado entre a ingestão de uma porção e outra, não ultrapassando 60g/dia (CULBERT ET AL., 1986).

A limitação ou padronização do consumo é sugestiva devido ao efeito laxativo do adoçante, um dos motivos que, provavelmente, não levam as empresas a utilizarem o mesmo em refrigerantes e outras bebidas. Alguns estudos ainda relacionam o uso do xilytol como um importante agente na reversibilidade de patologias como a anemia hemolítica, ajudando a manter a integridade da membrana plasmática dos glóbulos vermelhos (YLIKAHRI, 1979) e em pacientes com lesões renais e parenterais, pela sua caraterística de baixo índice glicêmico (VAN EYS ET AL., 1974).

Acrescentar o Xilytol na sua dieta pode trazer inúmeros benefícios, mas lembre-se: consulte sempre um profissional qualificado para que o ajuste em relação ao consumo seja proporcional a sua necessidade que, por sinal, é pautada também no seu objetivo. Refresque sua dieta e previna-se!

Renan Vinicius Nogueira.

A ação do Cromo e seus benefícios!

Se você procura acelerar o metabolismo de maneira prática e totalmente segura, o cromo é um mineral essencial que pode auxiliar neste processo. Conheça um pouco mais sobre a ação do cromo e seus benefícios.

O Cromo participa ativamente do metabolismo de carboidratos, atuando simultaneamente com a insulina, melhorando a tolerância à glicose por sensibilizar a liberação do respectivo hormônio (MERTZ W. 1969).

Por sensibilizar à insulina, o cromo pode influenciar também no metabolismo proteico, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos e, consequentemente, aumentando a síntese proteica (CLARKSON PM, 1997). Existem, ainda, algumas evidências sobre a função do cromo no metabolismo dos lipídios (gorduras), auxiliando no controle dos colesteróis resultando em consequente equilíbrio plasmático dos mesmos (GRANT K.E ET Al; 1997).

A capacidade do cromo de sensibilizar a liberação de insulina pode auxiliar na reversibilidade ou na minimização da colateralidade de doenças crônico-degenerativas, tais como diabetes (I e II) e síndromes metabólicas. Pode auxiliar também no processo de emagrecimento, pois, sua capacidade em auxiliar o controle glicêmico estimulando a liberação de insulina faz com que a sensação de saciedade seja mais prolongada, principalmente pela liberação de leptina, hormônio que inibe o apetite (NEGRÃO AB,2000). O cromo pode influenciar também na diminuição da compulsividade por doces, ou seja, pra quem sofre com ansiedade e vê no consumo de açúcar a rota de fuga para diminuir o processo, pode utiliza-lo como um importante aliado.  A publicação recente das novas ingestões dietéticas de referência (DRI) trouxe um valor de ingestão adequada para este mineral correspondente a 25 e 35µg/ dia para mulheres e homens adultos, respectivamente.

É importante lembrar que por menor que sejam os riscos, o consumo deve ser sempre produto da orientação e prescrição de profissionais capacitados, até mesmo para garantir a integridade da suplementação, seja nos aspectos clínicos ou voltados ao rendimento atlético.

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Edulcorantes e sua utilização

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Os adoçantes dietéticos (edulcorantes) foram elaborados inicialmente para auxiliar no tratamento de indivíduos que necessitam de dieta restrita em açúcares: os diabéticos.

Contudo, na última década, a popularização do uso de edulcorantes pela população em geral gerou discussão na comunidade científica: afinal, os adoçantes dietéticos podem fazer mal à saúde?

Para responder à essa questão, é necessário saber que existem edulcorantes naturais e artificiais, calóricos e não calóricos. Dentre os naturais destacam-se o  esteviosídeo, sorbitol, manitol, eritritol, xilitol e frutose. Dentre os artificiais destacam-se a sacarina, ciclamato, aspartame e acessulfame-K.

O esteviosídio é obtido por meio da extração folhas de uma planta chamada Stevia rebaudiana bertoni. É um adoçante não calórico e atóxico, além de ser resistente ao calor, o tornando propício para preparações quentes também. É cerca de 300 vezes mais doce que a sacarose. Algumas marcas de suplementos esportivos utilizam esse edulcorante em sua fórmula, como alternativa saudável aos demais.

O eritritol e o xilitol são edulcorantes naturais que se tornaram os queridinhos dos praticantes de atividade física. Obtidos por meio de processos que alteram a molécula de sacarose, eles possuem sabor mais agradável que o esteviosídeo. São adoçantes que contém calorias, porém menos que o açúcar comum e, além disso, o índice glicêmico é muito menor, fato importante pois não estimula a secreção elevada de insulina.

 

A frutose é extraída do mel e das frutas. Embora seja natural, essa substância consumida isolada é cariogênica (causa cáries) e pode elevar a glicemia, além de produzir desconfortos gastrintestinais durante a prática de exercícios.

Dentre os artificiais, a sucralose é o mais utilizado. Há muito tempo acreditou-se que era uma substância inerte e que não produz efeitos metabólicos. Contudo, alguns estudos mais recentes identificaram que a sucralose pode alterar a microflora intestinal, elevar glicemia e insulinemia, além de aumentar o mecanismo de compulsão por doces.

A sacarina e o ciclamato são não calóricos e amplamente utilizados na indústria. São os componentes dos adoçantes mais tradicionais no Brasil. Ambos contém sódio em sua composição e, portanto, devem ser evitados por hipertensos.

O acelsulfame de potássio tem poder adoçante de até 200 vezes maior que a sacarona e é bem resistente ao calor.

O aspartame não é muito estável em altas temperaturas. É indicado em preparações frias(como sucos, recheios, gelatinas). Contudo não deve ser utilizado por portadores de fenilcetonúria (doença genética).

E então? Qual usar?

Assim como para a alimentação, a escolha dos edulcorantes deve ser individual. De um modo geral, a melhor opção sempre será o mais natural possível. O esteviosídeo, eritritol e xilitol tem bom poder edulcorante e baixo impacto metabólico. Na escolha de seu suplemento, procure sempre a informação do adoçante utilizado. Isso com certeza deve ser um diferencial em sua decisão.