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Características e Benefícios da Taurina

É produto final dos aminoácidos sulfurados (metionina e cisteína) que se encontra conjugada com ácidos biliares de sódio e Potássio resultando na formação de ácido taurocólico, um dos ácidos da bile alcalina, essencial para formação de gorduras.

A Síntese da Taurina ocorre a partir dos aminoácidos metionina e cisteina por meio de uma sequência de raçoes enzimáticas de oxidação e transulfuração que requer a participação da Vitamina B6 como cofator.

A Taurina fornece combustível para músculo esquelético, contribui para aumento de cálcio e aumento da disponibilidade para estimulação continuada.

A Taurina nem sempre e produzida em quantidades ótimas para a demanda fisiológica, necessitando portanto ser suplementada quando necessária. Por ser um vasodilatador o que facilita o transporte de nutrientes no organismo e em algumas situações como Hiperuremia (aumento de ácido úrico ) pois auxilia na excreção de ácido úrico e aumenta a função mitocondrial.

Assim conseguimos ver a importância da Taurina em nosso organismo, mas lembre-se, procure um profissional capacitado para recomendação adequada de consumo.

Graziella Viezzi (CRN/8-918), Nutricionista do Grupo Suplementus

Câncer de Próstata e Sexualidade

Muitas vezes, o paciente com câncer de próstata passa por um processo de adaptação à nova rotina e isso também inclui a vida sexual.

Em alguns casos, a medicação usada para tratar a doença tem como efeito colateral inibir a libido sexual. Em outras situações, o paciente pode ficar desmotivado e deixa que isso afeta a relação do casal.

Mas é preciso destacar que é possível manter uma vida sexual ativa durante o tratamento. O momento vivido também oferece ao paciente uma oportunidade para se redescobrir, conquistar novos comandos e sensibilidades do próprio corpo.

É natural que o paciente oncológico passe por algumas situações de instabilidade com a autoestima, mas é neste momento que entra em cena o amor, o companheirismo e a criatividade para novas alternativas para manter a vida sexual ativa.

O risco de disfunção erétil durante o tratamento também existe, mas tende a ser menor quanto mais cedo a doença for detectada. Ela pode ser temporária, mas se for permanente há medicamentos, próteses e implantes que funcionam bem.

Para evitar a ansiedade, uma conversa franca com o médico é fundamental, pois ele será capaz de identificar o que está afetando o desejo sexual e oferecer as soluções. Profissionais da sexologia podem ser fundamentais para esta etapa, que por meio de conversa, poderá orientar e indicar novas opções para o casal.

Veja o que pode ser afetado na vida sexual do paciente com câncer de próstata:
• Falta de interesse pelo sexo
• Pouca lubrificação
• Dificuldades na ereção
• Estresse
• Ondas de calor

Ao notar alguns desses sinais, não hesite: questione seu médico e durante essa consulta é indispensável que o(a) parceiro(a) esteja presente também para sanar suas dúvidas e propor soluções em conjunto com o paciente e com o médico.

Fertilidade

A preocupação de alguns pacientes do câncer de próstata é se a fertilidade será mantida.

Durante o tratamento quimioterápico, o paciente pode desenvolver a azooespermia, que se caracteriza pela falta de espermatozoides.

Esse é um assunto que deve ser discutido com seu médico, pois existem formas alternativas de preservar a fertilidade. Em alguns casos, o paciente, mesmo com filhos, não quer perder a fertilidade e por isso é necessário avisar precocemente seu médico, antes de iniciar o tratamento.

Existem duas formas de resolver essa questão:

Congelamento do esperma

Antes do tratamento do câncer de próstata, o paciente pode optar por fazer o congelamento do sêmen. Essa medida é chamada Crioterapia. A opção consiste no congelamento da próstata, que evita que o câncer de espalhe para outros órgãos. A opção é considerada minimamente invasiva e indicada para pacientes em estágio inicial da doença.

Este procedimento é realizado em Centro Cirúrgico, com o paciente anestesiado e em posição ginecológica. É realizado ultrassom da próstata, via transrretal, para guiar a introdução de agulhas na região prostática que contém o tumor. As agulhas são inseridas através do períneo, que é a região limitada entre o saco escrotal e o ânus do paciente. Através das agulhas, são realizados ciclos de congelamento e descongelamento rápidos, que caracterizam a crioterapia.

Extração cirúrgica de esperma

Se o paciente não fez o congelamento do esperma, ele pode optar por uma cirurgia que faz a coleta do sêmen diretamente dos testículos. Esse procedimento é realizado em homens que desenvolveram a azoospermia e que não apresentam espermatozoides no líquido ejaculado.

Em todo caso, nenhum procedimento é padrão para todos os pacientes. Todo o diagnóstico depende de uma série de situações, como estágio do câncer, idade do paciente, tratamento pelo qual será submetido, entre outras coisas.

Ao receber o diagnóstico de câncer, o paciente deve falar desse assunto com o médico que acompanha o caso, para que juntos possam chegar à solução e tratamento ideal.

Fonte: https://www.ladoaladopelavida.org.br/detalhe-noticia-novembro-azul/sexualidade

O Exercício Físico no Câncer de Próstata

O câncer de próstata é uma das formas mais comuns de câncer entre os homens. As elevadas taxas de sobrevivência do paciente refletem melhorias na detecção precoce, através da triagem de antígeno específico da próstata (PSA) e nas modalidades de tratamento como a cirurgia (prostatectomia) e terapia de privação androgênica (ADT, do Inglês Androgen Deprivation Therapy) – estatísticas recentes indicam taxas de sobrevivência de até 76,5% aos cinco anos pós-diagnóstico.

Independente da opção de tratamento, as pessoas experimentam vários efeitos negativos associados ao câncer e seu tratamento. Duas destas sequelas são recorrentes: fadiga e perda de massa muscular. A primeira, que parece refletir principalmente as alterações fisiológicas (anemia, por exemplo) e de mecanismos do sistema nervoso central, pode impedir os pacientes de realizarem as atividades físicas mais simples, aumentando assim o risco de desenvolverem síndromes metabólicas. A segunda, relacionada com a ADT, contribui para diminuições substanciais na composição corporal, com perdas de massa óssea, força muscular e desempenho funcional – pacientes com câncer de próstata em ADT possuem taxas de fraturas relacionadas às quedas até quatro vezes maiores, quando comparados aos seus pares saudáveis. Somados, estes efeitos interferem no desempenho de atividades diárias (por exemplo, capacidade de realizar autocuidado, trabalho e atividades de lazer) reduzindo a qualidade de vida e sobrevida do paciente.

Por estas razões, um dos principais objetivos das terapias complementares em homens com câncer de próstata é a restituição da qualidade de vida e redução dos níveis de fadiga. Neste sentido, a prática de exercícios físicos tem sido considerada opção primária na gestão desta patologia, revertendo ou neutralizando a maioria destas sequelas com mínimos efeitos colaterais.

Na última década, muito foi realizado no campo da pesquisa cientifica em relação aos efeitos terapêuticos do exercício físico no paciente com câncer de próstata, suficiente para já existir robustas revisões que atestam o seu uso. Em uma de 2012, foram encontradas evidências de alta qualidade na melhora da qualidade de vida e fadiga em homens com câncer de próstata durante o tratamento (principalmente na ADT e em estágios avançados) após a realização de um protocolo de exercícios físicos. Também foram vistos benefícios na atividade sexual do paciente e de suas capacidades físicas – força e aptidão cardiorrespiratória. Os autores ressaltam que o médico responsável pelo tratamento deve desempenhar um papel em defender diretamente a prática de exercícios aos pacientes com câncer de próstata e, sempre que possível, encaminha-los para locais de referência, por exemplo, na comunidade. E que qualquer programa de exercícios deve ser individualmente adaptado, levando em consideração as capacidades e limitações físicas do paciente.

Em revisão recente (2016) chegou-se à conclusão que o exercício físico realizado três dias por semana pode melhorar significativamente a aptidão física, desempenho funcional e qualidade de vida e reduzir a fadiga em pacientes com câncer de próstata – resultados semelhantes aos da revisão de 2012. Tanto os exercícios aeróbios, de força (musculação) e os combinados (aeróbios + força) favorecem estes ganhos. Quando comparados, exercícios realizados em grupo (local apropriado) e exercícios realizados em casa, os em grupo foram mais efetivos em promover tais benefícios.

Mais uma vez, os autores ressaltam a importância dos médicos oncologistas e de especialistas em cuidados paliativos no apoio e encorajamento à prática de exercícios físicos, uma vez que os pacientes são mais suscetíveis a seguir os conselhos destes profissionais. Desta forma, mais pacientes com câncer de próstata iriam iniciar e aderir a um programa de exercícios. No entanto, 70% dos pacientes com câncer não recebem aconselhamento sobre o exercício e seus benefícios durante o tratamento – dados do Canadá, imagine como deve ser no Brasil.

Percebe-se que, à luz destes achados, os efeitos benéficos do exercício no paciente com câncer de próstata são inúmeros e incontestes. Entretanto, o principal problema parece estar na falta de conhecimento por parte dos profissionais da área de saúde que atendem o paciente.

Leituras sugeridas:
Keogh, Justin WL, and Roderick D. MacLeod. “Body composition, physical fitness, functional performance, quality of life, and fatigue benefits of exercise for prostate cancer patients: a systematic review.” Journal of pain and symptom management 43.1 (2012): 96-110.
Bourke, Liam, et al. “Exercise for men with prostate cancer: a systematic review and meta-analysis.” European urology 69.4 (2016): 693-703.

Rodrigo Ferraz, Educador Físico

Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/o-exercicio-fisico-no-cancer-de-prostata/10096/892/

Exames de Próstata: Idade, Preparo, Cuidados e Quando Fazer

Os exames mais indicados para avaliar a saúde da próstata são o toque retal e a análise sanguínea do PSA, que devem ser realizados todos os anos por todos os homens com mais de 50 anos de idade.

Quando são encontradas alterações nestes dois exames, o médico pode solicitar outros como a medição do jato de urina, ultrassonografia transretal, exame de urina PCA3 e a biópsia, que são solicitados de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Veja a seguir os exames que avaliam a próstata:

1. PSA – Exame de sangue

É feito a partir de um exame de sangue comum que avalia o marcador tumoral PSA, que tem como resultados normais valores menores do que 4 ng/ml. Assim, quando esse valor está aumentado, pode indicar problemas como inflamação da próstata ou câncer. No entanto, este valor também aumenta com a idade e, por isso, é importante ter em consideração o valor de referência do laboratório.

Preparo para exame de sangue: para realizar o exame de sangue de laboratório não é necessário fazer nenhuma preparação específica, basta levar o pedido do médico.

2. Toque retal

Outro exame essencial para avaliar a próstata é o toque retal, realizado pelo médico no consultório, durante uma consulta com urologista ou proctologista. Este exame é muito rápido, demorando cerca de 1 minuto e não dói, embora possa ser desconfortável. Neste exame o médico pode avaliar se a próstata parece maior ou mais dura do que deveria. Entenda como é feito o exame de toque retal.

Preparo para toque retal: pode-se indicar a toma de um laxante para limpar o intestino e, durante o exame o paciente deve permanecer de pé ligeiramente inclinado, ou ficar na posição de 4 apoios, com joelhos e mãos sobre a maca, e contrair os músculos da região pélvica durante a palpação.

3. Ultrassonografia transretal

A ultrassonografia transretal ou ecografia da próstata é feita para avaliar o tamanho desta glândula e identificar alterações na sua estrutura, o que é muito útil no diagnóstico do câncer de próstata ainda no início do seu desenvolvimento. Mas como é um exame invasivo, não precisa ser realizado todos os anos, ficando indicado apenas quando há alterações no PSA e toque retal, e normalmente o médico aproveita este exame para colher a amostra para realizar a biópsia da próstata.

Preparo para ecografia: pode ser indicado usar laxante antes do exame para esvaziar o intestino.

4. Medição do jato de urina

A fluxometria urinária é um exame pedido pelo médico para avaliar a força do jato e a quantidade de urina em cada micção, pois quando ocorrem alterações na próstata o jato fica mais lento e fraco, indicando alterações. Este exame não é realizado como forma de diagnóstico específico do câncer de próstata, mas é útil em caso de câncer de próstata já detectado para o seu acompanhamento porque ajuda a entender seu impacto na bexiga e uretra.

Preparo para fluxometria: deve-se estar com a bexiga cheia e com vontade de urinar, sendo importante beber pelo menos 1 L de água antes do exame, que é feito com o indivíduo urinando em um recipiente específico ligado a um computador, que registra o tempo e o volume de urina.

5. Exame de urina de laboratório

O urologista pode pedir também um exame de urina, chamado PCA3, que é específico para avaliar se existe câncer de próstata, porque o exame não mostra outras alterações, como a hiperplasia prostática. Esse teste de urina também mostra a agressividade do tumor, sendo útil para escolher o tratamento adequado.

Preparo para exame de urina: a coleta da urina deve ser feita logo após o toque retal em clínicas especializadas.

6. Biópsia

A biópsia da próstata é feita para confirmar diagnósticos de alterações nesta glândula, como câncer ou tumores benignos, sendo necessário retirar um pedacinho desta glândula para enviar para análise no laboratório. Este exame é sempre feito em conjunto com a ultrassonografia prostática, para uma melhor visualização das estruturas.

Preparo para biópsia da próstata: normalmente é necessário tomar o antibiótico receitado pelo médico, durante cerca de 3 dias, fazer jejum de 6 horas e tomar laxante para limpar o intestino.

Idade para fazer o exame da próstata

É indicado fazer exames de diagnóstico, como PSA e toque retal, a partir dos 50 anos de idade, mas quando o homem tem parentes de 1º grau com CA de próstata, é indicado realizar a partir dos 45 anos de idade.

Estes dois exames são básicos e devem ser repetidos uma vez por ano.

Mas quando o homem apresenta hiperplasia benigna da próstata estes exames devem ser repetidos anualmente, independentemente da idade.

Quando o médico encontra alterações nestes dois exames básicos, ele solicita os outros conforme a necessidade.

O que pode ser o exame de próstata alterado

• Os exames podem ter resultados alterados quando ocorrem problemas como:
• Inflamação da próstata, conhecida por tumor benigno da próstata;
• Presença de bactérias na próstata, também conhecida por prostatite;
• Tomada de medicamentos, como diuréticos, esteroides ou aspirina;
• Realização de procedimentos médicos à bexiga, como biópsia ou cistoscopia, podem elevar ligeiramente os níveis de PSA.

Além disso, com o envelhecimento, os níveis do exame de sangue de PSA podem aumentar e isso não significar doença.

Drª. Sheila Sedicias, Ginecologista

Fonte: https://www.tuasaude.com/exame-de-prostata/

Saiba Mais Sobre o Câncer de Próstata

Novembro é o mês de conscientização e combate ao Câncer de Próstata, por isso também estamos na Campanha Novembro Azul. Na série de posts deste mês falaremos sobre esta doença que pode parecer simples e curável, mas tem alta incidência e riscos, principalmente se for negligenciada. Boa leitura!

Graziella Viezzi (CRN/8-918), Nutricionista do Grupo Suplementus

Câncer de Próstata: Diagnóstico Precoce É o Caminho para a Cura

Em novembro de 2003, surgia na Austrália o movimento Movember – união das palavras em inglês Moustache (bigode) e November (novembro) -, quando homens deixaram crescer o bigode para chamar atenção à saúde masculina e fazer um alerta sobre o câncer de próstata. A campanha expandiu-se pelo mundo e inspirou o Novembro Azul, criado em 2011 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida para promover ações de esclarecimento sobre a doença no Brasil.

Quando excluímos os tumores de pele, o câncer de próstata figura como aquele mais comum em homens acima dos 50 anos. É também a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos. No Brasil, está por trás de 62 mil novos casos e 13 mil óbitos por ano.

A doença, em geral, evolui lentamente, mas existem casos agressivos. Sabe-se que um em cada seis homens terá o problema, mais frequente em negros e naqueles que possuem parentes de primeiro grau que tiveram o câncer. Quando acomete homens com menos de 50 anos, pode estar associado a mutações genéticas hereditárias do gene BRCA 1 e/ou 2, o mesmo relacionado aos cânceres de mama e ovário hereditários nas mulheres.

Devemos ficar atentos à condição porque, na fase inicial, não costuma apresentar sintomas. Eles aparecem mais nos estágios avançados – dores nas costas, nas pernas e nos quadris podem surgir em função da disseminação da doença para os ossos, por exemplo. É comum, no entanto, a presença de sinais de hiperplasia (aumento) da próstata, situação benigna que pode coexistir com o câncer e provocar diminuição na força do jato miccional, aumento na frequência das idas ao banheiro e esvaziamento incompleto da bexiga.

Estudos já tentaram demonstrar se alguns alimentos, vitaminas, suplementos antioxidantes ou mesmo fármacos seriam capazes de prevenir o câncer de próstata, mas, até o momento, não há evidências contundentes de que seja possível evitá-lo. As pesquisas indicam o envelhecimento como principal fator de risco. Dieta com alto teor de gordura animal, obesidade e sedentarismo também podem estar associados à maior probabilidade de desenvolvê-lo.

O impacto do diagnóstico precoce

As diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Europeia de Urologia recomendam o rastreamento do câncer de próstata em homens a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 no caso de negros e homens com histórico familiar da doença.

Dois exames são essenciais para o diagnóstico: a dosagem no sangue do PSA e o toque retal.

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína que pode ser encontrada no tecido prostático, no sêmen e na corrente sanguínea. Pode estar alterado em diferentes contextos, caso de prostatites (infecções da próstata), hiperplasia e do próprio câncer. Um resultado normal no PSA, isoladamente, não exclui a possibilidade de haver um tumor maligno. Daí a necessidade do toque retal.

Embora ainda visto com certo preconceito, não há atualmente outro exame com a mesma eficiência. Quando realizado por um médico bem treinado, o toque dura segundos, é indolor e permite avaliar características fundamentais para o diagnóstico de doenças prostáticas. Se, após esses exames houver suspeita da doença, pode ser necessária uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

O câncer de próstata tem comportamento variável. Pode ser de baixa, intermediária ou alta agressividade, estar localizado apenas na próstata, avançado localmente ou já espalhado em outros órgãos.

O tratamento é baseado nesses fatores e em características individuais do paciente. Cirurgia, radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia e vigilância ativa (quando o urologista segue acompanhando, mas não é feita uma intervenção direta no problema) são as estratégias que podem ser tomadas isoladamente ou em associação. O tratamento ideal é personalizado e busca a melhor forma de combater o câncer com menor grau de agressão ao paciente.

Felizmente, quando a doença é detectada em fase inicial, a chance de cura ultrapassa os 90%. Por isso, ajude a propagar essa mensagem em mais um Novembro Azul. Além de salvar vidas, a detecção precoce permite recuperar a alegria e a autoestima dos homens, assim como o bem-estar da família.

Prof. Dr. Hamilton de Campos Zampolli, Urologista, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo e Membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida

Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/cancer-de-prostata-diagnostico-precoce-e-o-caminho-para-a-cura/

Como Fazer o Autoexame da Mama

Para fazer o autoexame da mama é necessário seguir três passos principais que incluem fazer observação em frente ao espelho, palpar a mama de pé e repetir a palpação deitada.

O autoexame da mama não é considerado um dos exames preventivos do câncer, mas pode ser feito uma vez por mês, todos os meses, 3 a 10 dias após o aparecimento da menstruação ou em uma data fixa nas mulheres que já não têm menstruação. Embora o exame não permita fazer o diagnóstico do câncer, ajuda a conhecer melhor o corpo, permitindo que se esteja atenta a possíveis alterações que possam surgir na mama.

Todas as mulheres após os 20 anos, principalmente com caso de câncer na família, ou com mais de 40 anos, sem caso de câncer na família, devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama. Este exame também pode ser feito por homens, já que também podem sofrer com este tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes.

Passo-a-passo para fazer o autoexame da mama

Para fazer corretamente o autoexame da mama é importante fazer a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitado, seguindo os passos:

  1. Como fazer a observação em frente ao espelho

Para se fazer a observação em frente ao espelho deve-se retirar toda a roupa e observar seguindo o esquema:

  1. Primeiro, observar com os braços caídos;
  2. Depois, levantar os braços e observar as mamas;
  3. Por fim, é aconselhado colocar as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície da mama.

Durante a observação é importante avaliar o tamanho, a forma e a cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades. Caso existam alterações que não estavam presentes no exame anterior ou exista diferenças entre as mamas é recomendado consultar o ginecologista ou um mastologista.

  1. Como fazer a palpação de pé

A palpação de pé deve ser feita durante o banho, com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso deve-se:

  1. Levantar o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça como mostra a imagem 4;
  2. Palpar cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita usando os movimentos da imagem 5;
  3. Repetir estes passos para a mama do lado direito.

A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido.

  1. Como fazer a palpação deitada

Para se fazer a palpação deitada deve-se:

  1. Deitar e colocar o braço esquerdo na nuca, como mostra a imagem 4;
  2. Colocar uma almofada ou toalha debaixo do ombro esquerdo para maior conforto;
  3. Palpar a mama esquerda com a mão direita, como mostra a imagem 5.

Estes passos devem ser repetidos na mama direita para terminar a avaliação das duas mamas. Caso seja possível sentir alterações que não estavam presentes no exame anterior é recomendado consultar o ginecologista para fazer exames diagnósticos e identificar o problema.

Quais são os sinais de alerta

O autoexame da mama é uma excelente forma de se conhecer a anatomia dos próprios seios, ajudando a identificar rapidamente alterações que possam indicar o desenvolvimento de câncer. No entanto, também pode ser um método que causa muito ansiedade, especialmente quando se encontra alguma alteração.

Assim, é importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama é relativamente comum, especialmente nas mulheres, e não indica que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico. Os sintomas aos quais se deve atentar são:

  • Alterações na pele da mama;
  • Aumento de uma das mamas;
  • Vermelhidão ou alterações da cor da mama.

Enquanto na mulher a mamografia é a melhor forma de identificar uma possível alteração maligna, no homem o melhor exame é a palpação. No entanto, caso o homem identifique alguma alteração deve ir ao médico para que ele também faça a palpação e peça outros exames, caso necessário.

Drª. Sheila Sedicias, Ginecologista

Fonte: https://www.tuasaude.com/como-fazer-o-autoexame-da-mama/

Câncer de Mama: Quem Tem Pode Fazer Exercícios?

Ao contrário do que muitos podem pensar, a atividade física é recomendada para as pacientes em tratamento de câncer de mama. Neste sentido poderíamos listar pelo menos seis situações:

1) Após tratamento cirúrgico: as pacientes poderão voltar à atividade tão logo seu cirurgião oncologista/mastologista a libere. Normalmente começa-se com as atividades envolvendo os membros inferiores, como caminhada e bicicleta, e tão logo a cicatrização da mama e da axila estejam adequadas a paciente será liberada para atividades com os membros superiores.

2) Durante a quimioterapia: nesta fase a prática de exercício é bem vida e se relaciona com maior bem-estar físico e psicológico, minimizando os efeitos colaterais da quimioterapia como a fadiga, náusea, vômitos e transtornos psicológicos advindos do tratamento.

3) Durante a radioterapia: nesta fase do tratamento a atividade física é adequada com alguns cuidados, por exemplo, não se deve praticar atividades físicas aquáticas como natação e é preciso evitar a exposição ao sol. É comum ter um pouco mais de dor na região da mama e da axila nesta fase.

4) Durante a hormonioterapia: tanto para as pacientes que fazem uso de tamoxifeno quanto de inibidores de aromatase a prática de atividade física é muito bem-vinda. Os exercícios reduzem o risco de trombose nas pernas (efeito colateral que pode ocorrer com o uso do tamoxifeno), bem como reduz a dor articular (efeito colateral relativamente frequente em quem está usando os inibidores da aromatase). Nesta fase praticamente não se tem restrição do tipo de atividade física e nem de sua intensidade. Esta já seria uma fase de manutenção e o paciente – com liberação médica – pode praticar os tipos de atividade que mais lhe agradem e na frequência e intensidade que suportar, principalmente para aqueles pacientes que realizaram apenas biópsia de linfonodo sentinela e que não apresentam linfedema. Estes pacientes devem ter o volume do braço monitorizado de perto e no menor sinal de inchaço do braço precisam retornar ao seu médico.

5) Pacientes que desenvolveram linfedema no braço (inchaço do braço): esta é uma complicação relacionada à remoção de gânglios da axila – procedimento que se faz necessário em muitos casos de pacientes com câncer de mama. Estes pacientes em geral já são abordados desde o pré-operatório e orientados sobre como e o que fazer para evitar/minimizar que isto ocorra. Quando o paciente apresenta inchaço do braço já instalado ou risco de que ele ocorra, deve-se evitar atividades repetitivas e limitar atividade de musculação. É extremamente importante ser avaliada pelo médico cirurgião oncologista/mastologista e na medida da necessidade também por um fisioterapeuta especializado. Muitos pacientes podem necessitar de medidas específicas de fisioterapia para manutenção e reestabelecimento da amplitude de movimento e de medidas para evitar e tratar o linfedema.

6) Pacientes com doença metastática: aqui se exige mais cuidado. Precisa-se entender a extensão da doença e os locais que estão com potencial limitação para que o exercício não atrapalhe os pacientes. Por exemplo, pacientes com metástase ósseas podem ter dores que pioram com o exercício e a atividade como caminhada. Neste cenário, ao invés de ajudar poderia atrapalhar. Para estes pacientes o médico irá encontrar atividade física substitutiva que ajude.

Melhores exercícios

Os melhores tipos de atividade física para quem tem câncer de mama são exercícios físicos aeróbicos envolvendo caminhada, pequenas corridas, bicicleta, dança, entre outras. Outras modalidades também interessantes são a prática de yoga e de pilates. Natação e hidroginástica são ótima opções após a fase de recuperação cirúrgica e da radioterapia.

Os exercícios físicos produzem no corpo a liberação de substâncias capazes de reduzir dores crônicas e melhorar a sensação de bem-estar, além de combater a fadiga, que é um efeito muito comum durante a quimioterapia e que restringe e limita muito o paciente, fisicamente e socialmente. Possibilitam também melhora do sono, do humor e do desejo sexual (que fica bem reduzido durante a fase mais ativa do tratamento).

Existe também um benefício oncológico direto da prática de atividade física. É sabido que o excesso de peso libera no corpo substancias que estimulam o desenvolvimento/retorno do câncer de mama, logo, a prática de atividade física irá contribuir para a redução do peso, o que, por sua vez, irá contribuir para a redução do risco de retorno do tumor.

Exercícios para evitar

Devem ser evitados exercícios extenuantes como corridas longas e musculação com excesso de peso. Também não são aconselhados exercícios que ofereçam risco de corte/machucado no braço do lado da cirurgia mamária e axilar, como escalada.

Natação e hidroginástica não são recomendados durante a fase de pós-operatório imediato (até que as feridas cicatrizem), bem como durante a radioterapia – momento em que a pele pode ficar com várias escoriações.

É necessário ter muito cuidado com o braço do lado operado, ao menor sinal que este braço possa estar inchando esta atividade deve ser interrompida e o paciente imediatamente retornar ao seu médico para nova avaliação.

Cuidados necessários

Antes de mais nada o paciente deve aconselhar-se com seus médicos para pedir liberação da parte deles para a prática de atividade física. O tipo e a intensidade do exercício é muito individualizado, de acordo ao tratamento que está sendo realizado e também de acordo a fase da doença que o paciente apresenta. Também deve ser levado em conta outros problemas prévios de saúde, como obesidade, hipertensão, diabetes, dores ósseas ou articulares e capacidade cardiorrespiratória do paciente. Só o médico responsável poderá dizer qual o melhor momento para se iniciar a atividade física e qual o tipo de atividade que poderá ser realizada.

Wesley Pereira Andrade, Mastologista

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/20459-cancer-de-mama-quem-tem-pode-fazer-exercicios

Além do Nódulo: 8 Sintomas que Podem Indicar o Câncer de Mama

Quando se fala em sintomas do câncer de mama, a primeira coisa que vem à mente é o nódulo que pode ser encontrado no autoexame ou na mamografia. Embora não seja o único sinal, existe um motivo muito claro para ele ser o escolhido das campanhas do Outubro Rosa, em que o destaque é a prevenção à doença.

“O nódulo é um sintoma do estágio mais inicial do câncer de mama e permite o diagnóstico em uma fase plenamente curável da doença”, explica o oncologista Artur Malzyner, consultor científico da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica.

A oncologista Cintia Nunes, do Hospital Santa Cruz, complementa dizendo que “os outros sintomas indicam um estágio mais avançado do câncer de mama” e que a mamografia é capaz de detectar nódulos ainda menores, imperceptíveis no autoexame. Por isso, fazer o exame anualmente é fundamental na prevenção.

Os dois especialistas contaram quais são os outros sintomas do câncer de mama e por que eles ocorrem. Confira a lista e nunca ignore os sinais: se perceber qualquer um deles a qualquer momento, procure um mastologista para que seja feito um ultrassom, uma mamografia e a biópsia necessária.

Alterações no formato ou no tamanho da mama

O tumor afeta o tecido mamário, produzindo uma deformidade nos tecidos adjacentes a ele. Isso faz com que a mama afetada aumente (pelo inchaço) ou diminua (pela retração do tecido) de tamanho e fique com o formato alterado.

Em alguns casos, pode haver o afundamento de uma parte da mama logo acima do tumor, causado por uma fibrose local (uma espécie de degeneração das fibras das glândulas mamárias).

Vermelhidão, calor ou dor na pele da mama

Estes sintomas indicam um processo inflamatório causado nos gânglios linfáticos regionais. É normal os seios doerem um pouco no período menstrual, mas se a dor for persistente e acompanhada de vermelhidão e sensação de calor, é bom checar a situação o mais rápido possível.

Pele da mama semelhante a uma casca de laranja

É o principal sintoma do câncer de mama inflamatório, um subtipo do câncer de mama que obstrui os vasos da pele da mama. Normalmente é acompanhado de inchaço e vermelhidão.

Formação de feridas ou crostas na pele do mamilo

Feridas ou crostas no mamilo apontam para lesões mais superficiais do câncer de mama. É a úlcera local que as causa.

Coceira frequente na mama ou no mamilo

Normalmente é um sinal de que o câncer de mama não conseguiu um grau de penetração grave nos tecidos mamários e se exterioriza dessa maneira.

Inversão do mamilo

O mamilo fica invertido quando surge um tumor retroareolar, ou seja, atrás da aréola. Assim como pode ocorrer em qualquer parte do restante da pele da mama, este tumor pode repuxar a pele da aréola e fazer com que haja a inversão do mamilo. É como o afundamento da pele mencionado anteriormente, só que em uma localização bem específica.

Liberação de secreção ou sangue pelo mamilo

Apesar do susto que pode ser ver uma secreção amarelada ou avermelhada saindo pelo mamilo, este não é dos sintomas mais graves. Trata-se de um sinal de que o tumor está localizado nos ductos mamários e que, via de regra, o câncer está em estágio inicial.

Inchaço e nódulos nas axilas

Já este é um sintoma de que o câncer de mama está um pouco mais avançado e já está “fugindo” pelos gânglios linfáticos.

Nada de pânico

É óbvio que todo sinal deve despertar sua atenção e ser levado a sério, mas tanto Cintia quanto Artur recomendam que se tenha bom senso antes de ficar desesperada ao notar qualquer um dos sintomas isoladamente. “Problemas dermatológicos também podem causar feridas e coceiras nos mamilos”, exemplifica Cintia.

Fique de olho no conjunto dos sintomas e nos hábitos do dia a dia. E, por favor, não deixe de fazer sua mamografia anualmente.

Fonte: https://mdemulher.abril.com.br/saude/nodulo-sintomas-cancer-de-mama/

Saiba Mais Sobre o Câncer de Mama

Neste mês de outubro traremos artigos, entrevistas e conteúdos diversos para colaborar com a campanha Outubro Rosa, da qual também fazemos parte. Nunca é demais reforçar que é fundamental ter conhecimentos para buscar a prevenção e a identificação precoce da doença. Boa leitura!

Graziella Viezzi (CRN/8-918), Nutricionista do Grupo Suplementus

Câncer de Mama: Sintomas, Tratamento e Prevenção

O câncer de mama é um dos principais tipos de câncer que podem atingir a mulher, e acontece devido à multiplicação de células anormais no tecido mamário, formando um tumor maligno, inicialmente imperceptível, que pode aumentar e atingir outros locais do corpo.

Apesar de, nas fases iniciais, o câncer de mama não causar sintomas, o principal sinal que pode indicar a presença do tumor é a palpação de um nódulo endurecido, além de sintomas como dor, vermelhidão ou saída secreção pelos mamilos, por exemplo. O câncer de mama pode ter cura, entretanto isso varia de acordo com o tipo e com o estágio em que se encontra, por isso, é muito importante a realização da prevenção através do auto-exame e da mamografia.

Geralmente, o tratamento varia de acordo com a extensão do tumor, e costuma ser feito com tratamentos com cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia, além de medicamentos para aliviar sintomas que podem surgir, como enjôo ou dor.

Principais sintomas

Nas fases mais iniciais, o câncer de mama pode não provocar sintomas. À medida que cresce e as células tumorais se multiplicam, alguns sintomas que podem surgir são:

• Aparecimento de um nódulo duro na mama ou próximo da axila, que pode ser percebido através do toque e do auto-exame da mama;
• Saída de liquido pelo mamilo quando pressionado, podendo ser sangue;
• Tamanho ou formato diferente das mamas, que antes não existia;
• Ter a mama inchada, vermelha e quente e que causa coceira;
• Ferida na mama que não cicatriza e tem mau cheiro.

Além disso, podem surgir nódulos na axila, já que os gânglios linfáticos destas duas regiões se comunicam. Saiba mais detalhes sobre os sinais e sintomas para identificar o câncer de mama em 12 sintomas do câncer de mama.

Como confirmar

O autoexame da mama e a mamografia pode levantar a suspeita do câncer de mama, entretanto, a confirmação é feito após consulta como mastologista, que irá fazer uma avaliação mais detalhada do nódulo e do exame e, se necessário, solicitar exames que podem ser mais específicos, como ultrassom, ressonância magnética ou, se a suspeita persistir, uma biópsia do nódulo mamário.

Exames de sangue também são feitos para identificar inflamação ou marcadores tumorais. Entenda como e quando fazer os exames que confirmam o câncer de mama.

Além disso, os testes genéticos podem ser feitos em alguns casos para avaliar se o câncer é causado por mutações genéticas ou para identificar se há risco deste câncer quando existem familiares próximos como pai, mãe, avós, tios ou irmãos diagnosticados com a doença. Confira, também, quando fazer testes genéticos para câncer de mama.

Quais são os fatores de risco

Alguns dos fatores que aumentam o risco para desenvolver o câncer de mama são:

• Ter mais de 50 anos;
• Já ter tido um câncer de mama anteriormente;
• Ter alguém na família com câncer de mama, como mãe, irmã ou filha;
• História familiar de câncer de mama em homens;
• Alteração genética deste tipo de câncer, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2;
• Ter entrado na menopausa depois dos 55 anos;
• Obesidade e sobrepeso;
• Sedentarismo;
• Consumo de bebida alcoólica;
• Exposição frequente a Raios-X ou outras formas de radiação.

No entanto, qualquer mulher pode ter este tipo de câncer.

Como é feito o tratamento

O tratamento para câncer de mama depende varia com a gravidade e do estágio do câncer e, por isso, o médico oncologista poderá optar por um ou pela combinação de vários tratamentos. Ele é disponível através do SUS, nos centros de oncologia da cidade, assim como pode ser feito de forma particular.

Geralmente, são utilizadas intervenções com quimioterapia, radioterapia e cirurgia para a retirada do tumor, e a ordem do tratamento depende das condições em que o tumor foi diagnosticado. A cirurgia também é variável, podendo-se retirar toda a mama ou parte dela, podendo ser necessária a remoção dos nódulos linfáticos da axila, se estes tiverem sido atingidos.

Após a cirurgia, em alguns casos, o tratamento pode ser continuado, como forma de tentar eliminar ou evitar a progressão da doença, o que também depende das características e gravidade do tumor.

Câncer de mama no homem

O câncer de mama também pode surgir no homem, embora seja muito raro, sendo que os sintomas são semelhantes ao câncer de mama nas mulheres e há maiores chances de cura, quando é descoberto precocemente.

Existem vários tipos de câncer da mama, como carcinoma ductal in situ ou carcinoma ductal invasivo por exemplo e, normalmente, o tratamento inclui quimioterapia, radioterapia ou mesmo cirurgia para remover o tumor.

Como prevenir o câncer de mama

A prevenção do câncer de mama é feita ao se adotar um estilo de vida saudável, diminuindo assim os fatores de risco. Por isso, é orientado ter uma alimentação saudável, com frutas, legumes e verduras sem agrotóxicos, a prática de exercícios físicos regulares, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e eliminar o cigarro e pesticidas.

Entretanto, para prevenir de forma eficaz este câncer, é necessário realizar de forma regular a Mamografia, que já pode ser indicada pelo médico após os 35 anos e deve ser realizada a cada 2 anos, dos 50 aos 69 anos.

Além disso, também é importante a realização do autoexame da mama mensal, 3 a 5 dias após o término da menstruação. A importância do autoexame é sempre relembrada nas campanhas anuais do governo, conhecidas como outubro rosa.

Quais são os tipos de câncer de mama

Existem vários tipos diferentes de câncer de mama, a depender do seu desenvolvimento, sendo que alguns são mais agressivos que outros. Os principais são:

• Carcinoma ductal in situ – conhecido por CDIS;
• Carcinoma lobular in situ – conhecido por CLIS;
• Carcinoma ductal invasivo conhecido por CDI, que é cerca de 80% dos cânceres da mama invasores ou invasivos;
• Carcinoma lobular invasivo conhecido por CLI;
• Carcinoma inflamatório da mama é um câncer agressivo, mas muito raro.

Além destes tipos de câncer de mama, também existem outros que são ainda mais raros, como o carcinoma medular, o carcinoma mucinoso, carcinoma tubular e o tumor filoide maligno.

Drª. Sheila Sedicias, Ginecologista

Fonte: https://www.tuasaude.com/cancer-de-mama/

Nutrientes que melhoram a função da Mitocôndria

Antes de mencionarmos os nutrientes que melhoram a mitocôndria, e importante sabermos o que são. Mitocôndrias são estruturas presentes dentro de nossas células onde acontece reação bioquímica chamada cadeia de elétrons, ou seja, toda energia proveniente dos alimentos será utilizada para produção de ATP e para isso acontecer tem que ter alimentos adequados.

Essa energia e importante na apensa durante o exercício como também essencial na recuperação muscular após o treino, pois quando não são ingeridos nutrientes adequados para produção do ATP, que e o principal combustível para atividade física, em situações onde há exaustão muscular e quantidades insuficientes de energia, ocorre a depleção do mesmo, o que pode levar a perda de performance e massa muscular.

Um dos nutrientes mais importantes para nutri a mitocôndria e a vitamina Coenzima Q-10, encontradas em peixes principalmente a sardinha, abacate, cereais integrais, azeite de oliva, espinafre. Pode ser suplementada também quando o consumo alimentar e baixo e a atividade física e elevada pois a mitocôndria passa a produzir grande quantidade de radicais livres levando ao maior consumo dessa vitamina, podendo levar a produção reduzida de energia, sensação de fadiga, falta de forca muscular e envelhecimento precoce.

Outra situação que pode diminuir a quantidade de Coenzima q-10 é o consumo de medicamentos como anti-inflamatórios, antibióticos e estatinas.

As vitaminas o complexo B também tem sua importância. Atividade física e estresses em excesso, medicamentos como anticoncepcionais e hormônios podem diminuir a concentração dessas vitaminas no sangue, por isso a importância das esportistas em ingerir alimento fontes como cereais integrais, frutas e verduras verde escuras, e suplementar quando necessário.

Se você se identificou com sintomas ou situações mencionadas acima, é necessário refletir
como você tem cuidado ou melhor alimentado sua mitocôndria.

Graziella Viezzi (CRN/8-918), Nutricionista do Grupo Suplementus