Arquivo da categoria: chocolate amargo

ALFARROBA E SUAS IMPLICAÇÕES

Com a evolução tecnológica e a quantidade de estudos realizados com foco na alfarroba, o conhecimento das suas características e propriedades tem aumentado consideravelmente e, consequentemente, as suas utilizações são cada vez mais diversificadas e sofisticadas. O conteúdo da alfarroba (aminograma em anexo) e dos polifenóis presentes faz com que ela desempenhe um papel cada vez mais importante na indústria biofarmacêutica, uma vez que estes componentes lhe conferem capacidades que permitem a sua utilização na formulação de fármacos, no controle do colesterol ou em produtos alimentares para crianças, em particular na formulação de alimentos lácteos espessados para crianças com problemas de refluxo gastresofágico. Se antes existiam empecilhos para o consumo da Alfarroba, hoje, comprovadamente, não existem mais. Na contramão do que acreditava-se, a alfarroba e seus produtos são excelentes alternativas pra quem quer desvincular-se dos alimentos hipercalóricos e altamente processados disponíveis no mercado, inclusive, os chocolates.

Incluir produtos à base de alfarroba em sua dieta pode ser uma excelente alternativa para reeducação do paladar ou melhora na sensibilização do mesmo, fazendo com que produtos menos processados lhe proporcionem prazer equiparável ou maior do que os alimentos industrializados tem lhe proporcionado nestes anos. Este processo de reeducação é importante, pois um alimento palatável, nos dias de hoje, diante da forma no qual fomos moldados, é um alimento riquíssimo em gorduras saturadas e hidrogenadas, em açúcares processados e o produto final de tudo isso é não sentirmos mais prazer em produtos naturais, nos tornando reféns do ultraprocessado e ultraconcentrado, aumentando desta forma a pré-disposição para doenças crônico degenerativas e criando um ambiente fisiológico propício para o surgimento das mesmas. Tendo em vista que a alfarroba possui propriedades que combatem diretamente as patologias e disfunções supracitadas, experimenta-la partindo deste pressuposto é a forma mais racional de encontrar o meio termo diante do extremo, da dicotomia que nos assola: Saúde x Prazer em comer. Nesta páscoa coma bem, tenha prazer e sem peso na consciência. Mantenha o equilíbrio nutricional e principalmente, experimente o novo.

Renan Vinícius Nogueira

Alimentação x Sono

Quantas horas você dorme por dia? Para alguns indivíduos a arte de ter uma boa noite de sono é um desafio e tanto, a qualidade do seu sono pode estar diretamente ligada a qualidade da sua alimentação.

Algumas pesquisam relatam que os brasileiros têm como habito ter cerca de sete horas e meia de sono, ficando abaixo da média de outros 20 países pesquisados. Isto está diretamente ligado a alguns fatores como estresses, problemas financeiros, excessos de aparelhos eletrônicos com o celular ou tudo isso associado além dos maus hábitos alimentares.

Se dormimos mal este hábito a longo prazo pode potencializar o desenvolvimento de algumas doenças como obesidade, hipertensão, doenças ligadas ao coração e diabetes.

Quando o assunto é alimentação temos de lembrar que alguns alimentos podem prejudicar ainda mais a qualidade do seu sono, por incrível que parece alguns alimentos são ricos em cafeína substancia esta que estimula o sistema nervoso central e com isso atrapalhando a qualidade do sono ou até mesmo provocando insônia.

Alimentos ricos em cafeína:

  • Guaraná;
  • Chá preto, chá mate e chá verde;
  • Refrigerantes;
  • E chocolates.

Outros alimentos que devemos evitar antes de dormir, são aqueles ricos em gorduras pois podem causar algum mal-estar gástrico, refluxo e até mesmo azia além dos alimentos gorduroso o consumo de grandes volumes alimentares também podem causar os mesmos sintomas.

Alimentos gordurosos:

  • Bacon;
  • Linguiças;
  • Fast Food em geral;
  • E/ou Frituras.

Mais não fiquem desesperado (a) pois temos alimentos que são “amigos” do sono, uma das alternativas para melhorar a qualidade do sono e/ou e acabar com as noites mal dormidas é dar preferência a alimentos ricos em Triptofano, substancia essa que ajuda na produção da Serotonina que é um poderoso neurotransmissor que favorece o relaxamento e induz o sono.

Alimentos ricos em Triptofano.

  • Carnes;
  • Peixes;
  • Ovos;
  • Leite e derivados.

Então aquele leitinho quente antes de dormir que a nossa “vovó” sempre falou que ajudava a dormir é 100% verdade.

Uma boa noite de sono está diretamente ligado a qualidade de vida então, escolha melhor seus alimentos, pratique atividade física diariamente, evite usar aparelhos eletrônicos antes de dormir e procure sempre ir se desligando da agitação do dia-dia e aproveite seu sono.

E bons sonhos!!

 Mariana Buriolla – CRN 5220

           Nutricionista

 

Tudo sobre a Cafeína e seus benefícios!

Em 1991, a cafeína já era considerada a substância psicoativa mais consumida em todo o mundo, por pessoas de todas as idades, independente do sexo e da localização geográfica. Através de suas fontes comuns na dieta, que são chá, café, produtos de chocolate e refrigerantes, o consumo mundial de cafeína foi estimado em mais de 120.000 toneladas por ano (JAMES, J. E; 1991). Com o avanço da produção científica, dos recursos tecnológicos e da necessidade humana em produzir, processar e se reinventar mais em menos tempo, o consumo de cafeína, seja na sua forma anidra ou em bebidas energéticas, deve ter provavelmente crescido ao ponto de não ser quantificável.

A cafeína é uma substância pertencente ao grupo das metilxantinas (1,3,7 trimetilxantina) que ganhou globalmente o coração das pessoas (literalmente), sendo utilizada para múltiplas finalidades.  Nas últimas décadas, com a elucidação de sua multifuncionalidade, tem sido utilizada em maior escala por esportistas com a finalidade de melhorar o desempenho físico, os fatores estéticos e a disposição para iniciar a prática (APPLEGATE, E; 1999). Segundo resultados de pesquisas, os efeitos da cafeína estão relacionados majoritariamente com a liberação de catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina) e ativação do sistema nervoso central (melhora cognitiva, processamento de informação), como sugerido por SPRIET, em 1995. O aumento da lipólise (mobilização e quebra da gordura) e a consequente economia do glicogênio muscular, garantindo também maior excitabilidade musculoesquelética, processo que culmina em melhor recrutamento muscular e de unidades contráteis (SINCLAIR, C.J.D. E GEIGER, J.D; 2000) também é uma importante função atribuída ao uso da cafeína como recurso.

Podemos concluir que a cafeína é uma substância excepcional e acessível tanto da perspectiva financeira quanto da geográfica. Suas contraindicações se restringem a cardiopatas. Em contrapartida, é um ótimo recurso ergogênico para quem quer queimar gordura, ter maior disposição para a prática esportiva, melhorar o rendimento em modalidades coletivas e individuais que envolvem elaboração estratégica e/ou são prolongadas, garantindo também melhor contração muscular, preservação de glicogênico (efeito anti-catabólico) e retardamento de fadiga.