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Depois da Folia é Hora de Recuperar o Corpo

Apesar de cuidarmos sempre na nossa saúde não podemos deixar de admitir que nesta época do ano acabamos exagerando em diversos aspectos, como noites mal dormidas, aumento do consumo e bebida alcoólica ou até mesmo deixar de se alimentar, ai eu pergunto como fica o nosso corpo?

Nosso fígado e o nosso intestino são os órgãos que mais sentem os impactos desses quatros dias de muitas folia e diversão, mais e agora? Como recuperar?

Afinal nosso organismo leva um tempo para desintoxicar, anote algumas dicas:

  • Aumente o consumo de líquidos;
  • Consuma mais verduras, frutas e legumes;
  • Mantenha os horários das refeições;
  • Evite consumir alimentos ricos em gorduras e açucares;
  • Beba mais chá desintoxicante;
  • Descanse!

Faça Bebidas à base de chás pode ser o chá verde, hibisco, boldo, camomila não importa associe ele com frutas, água de coco, acrescente alguma oleaginosas, essas combinações irão fazer maravilhas para o seu fígado e intestino e auxiliar para uma recuperação mais rápida e eficiente.

Detox com Chá Verde

  • 1 fatia grossa de abacaxi;
  • 200 ml de chá verde;
  • 1 pedaço de gengibre;
  • 1 colher de chá de semente de linhaça.

Bata tudo no liquidificador e bebe em seguida.

Agora é voltar a rotina e manter os cuidados com a saúde.

Mariana Buriolla – CRN 5220

Nutricionista

Conheça os Benefícios do Adoçante Xilytol


O Xilytol é um adoçante de baixo valor energético e índice glicêmico. Tolerado por diabéticos, o adoçante possui várias aplicabilidades clínicas, como por exemplo, seu efeito anti-cariogênico (Caries), este efeito é atribuído ao fato de que o xilytol estimula maior salivação, proporcionando   aumento concomitante dos níveis de algumas enzimas, melhorando a capacidade tamponante e a atividade bacteriostática da saliva, tornando o ambiente bucal menos favorável para odesenvolvimento de bactérias.

Estudo de 1998, realizado na Finlândia por MÄKINEN ET AL, onde durante dois anos os indivíduos que participaram do projeto foram orientados a substituir sucralose por xilytol, encontrou-se uma redução de 85% na incidência de cáries dentárias. Outra característica do adoçante em razão de seu elevado calor de solução endotérmico (34,8 cal/g), é o agradável efeito refrescante na boca, realçando o efeito refrescante dos produtos com sabor de menta, tais como balas e gomas de mascar (PEPPER, OLINGER, 1988). O adoçante é encontrado naturalmente em frutas, estando em proporções um pouco maiores nas vermelhas, tais como ameixas, morangos, framboesas e alguns vegetais.

 

A molécula de Xilitol é considerada um álcool-carboidrato e uma de suas vantagens para além da parte clínica, envolve basicamente sua estabilidade química microbiológica, que lhe permite impedir ou retardar o crescimento de microrganismos aumentando, assim, o tempo de vida de determinados produtos na prateleira. Como já pontuado, o xilitol é extremamente bem tolerado. A sugestão é a de que pequenas doses correspondentes no máximo a 20g, com tempo relativamente moderado entre a ingestão de uma porção e outra, não ultrapassando 60g/dia (CULBERT ET AL., 1986).

A limitação ou padronização do consumo é sugestiva devido ao efeito laxativo do adoçante, um dos motivos que, provavelmente, não levam as empresas a utilizarem o mesmo em refrigerantes e outras bebidas. Alguns estudos ainda relacionam o uso do xilytol como um importante agente na reversibilidade de patologias como a anemia hemolítica, ajudando a manter a integridade da membrana plasmática dos glóbulos vermelhos (YLIKAHRI, 1979) e em pacientes com lesões renais e parenterais, pela sua caraterística de baixo índice glicêmico (VAN EYS ET AL., 1974).

Acrescentar o Xilytol na sua dieta pode trazer inúmeros benefícios, mas lembre-se: consulte sempre um profissional qualificado para que o ajuste em relação ao consumo seja proporcional a sua necessidade que, por sinal, é pautada também no seu objetivo. Refresque sua dieta e previna-se!

Renan Vinicius Nogueira.

Açúcares: como esquivar?

Banner 01O consumo excessivo de açúcares é um dos hábitos de ordem nutricional que apresentam maior risco à saúde da população.

O açúcar de mesa (sacarose) é amplamente utilizado das mais diferentes formas e receitas, tanto na casa quanto na indústria de alimentos. A sacarose é formada por uma molécula de glicose e uma de frutose e, aqui no Brasil, é obtida por meio do beneficiamento da cana da cana-de-açúcar.

Alvo de várias pesquisas, o consumo excessivo de sacarose tem ocasionado diversos tipos de doenças, além dos já conhecidos efeitos de aumento do ganho de peso e gordura abdominal

Um dos efeitos mais estudados, é o efeito viciante que a sacarose proporciona. Quando o açúcar é ingerido, promove um aumento da dopamina e serotonina, neurotransmissores relacionados ao prazer e sensação de bem estar. Por ter alto índice glicêmico, a sacarose estimula elevada secreção de insulina pelo pâncreas; a insulina é o hormônio responsável pela entrada da glicose nas células. A hiperinsulinemia provocada pela ingestão de sacarose faz com que os açúcares sejam rapidamente consumidos. Com isso, excitação passa e a vontade de comer novamente aumenta.

Dentre os principais malefícios do consumo de açúcar destacam-se:

– Obesidade abdominal ou visceral, que aumenta o risco para desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, resistência insulínica, doenças cardiovasculares, esteatose hepática;

– Altamente cariogênico, pois são fonte de energia para a bactéria Streptococcus mutans, principal agente causador de cáries;

– Alterações intestinais já que são altamente fermentáveis e promovem a diminuição das bactérias benéficas ao intestino;

– Fator de risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2;

– Câncer, pelo conjunto de vários fatores de risco.

Com base nos diversos malefícios que o excesso de açúcar da dieta pode causar, há uma preocupação em criar alternativas que substituam o açúcar e mantenham o sabor agradável.

Com isso, a indústria desenvolveu diversos tipos de adoçantes, obtidos de forma natural ou artificial e a partir disso, desenvolveram-se inúmeros produtos com a expressão “zero”: zero açúcar, sódio, calorias, gorduras, dentre outros.

Para diminuir a ingestão de açúcares, independentemente se o indivíduo é ou não diabético, algumas medidas básicas são necessárias como evitar refrigerantes e bebidas prontas, inclusive nas versões diet; preferir cereais integrais; não adoçar sucos naturais; reduzir gradativamente o açúcar nas preparações.

Para não quem ama doces e não quer abrir mão do sabor e nem da saúde, opções de doces sem açúcares, calorias e sódio (como caldas para adicionar em preparações como tapiocas, torradas, dentre outros) pode ser uma boa opção. Basta observar o tipo de edulcorante utilizado: preferência para estévia, sucralose, xilitol, acessulfame-k.

Com base em todas as evidências que mostram que o consumo excessivo de açúcar traz malefícios para a saúde o segredo é o equilíbrio. E se a vontade de doces ainda é alta, substituir por versões zero açúcar e sódio podem ser aliados de quem deseja hábitos de vida saudáveis.